Paz. Equilíbrio. Saúde mental. Poderiam ser os votos de Ano-Novo da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) a seus públicos, mas é o tema deste ano do Janeiro Branco. É do desejo institucional o bem-estar pleno da comunidade universitária, a adesão recorrente da FURG na campanha em prol dessa pauta deixa evidente. Contudo, a Universidade quer ir além: abraçar o chamado à reflexão no primeiro mês do ano, sim, — de colocar a saúde mental no centro das prioridades — e mantê-la nesse lugar de importância nos demais meses, transformando a intenção das palavras em atitude cotidiana.
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Janeiro Branco, uma campanha de conscientização sobre a saúde mental, acontece todos os anos neste mês e tem como objetivo chamar a atenção para a importância de cuidar das emoções, dos pensamentos e da qualidade de vida psicológica. A cor remete à ideia da folha em branco: um novo ano como oportunidade para refletir, reescrever histórias, rever hábitos e buscar mais equilíbrio emocional. Desta vez, o engajamento da FURG no movimento introduz a jornada de promoção da saúde mental na vida acadêmica que se estenderá ao longo de 2026.
Saúde mental se constrói na coletividade, agindo com estratégia, com políticas públicas, em rede. E leva tempo. “A saúde mental na vida acadêmica não é uma coisa pra gente fazer sozinha, quando a gente fala em enfrentar junto não é nem juntos aqui, dentro da FURG, é FURG junto com as esferas de governo municipal, estadual e federal”, explica Ana Furlong Antochevis, secretária de Ações Afirmativas, Inclusão e Diversidades (Secaid) e coordenadora do Comitê de Gestão em Saúde Mental da FURG.
Nesse sentido, a FURG conta com dois dispositivos que atuam na proposição de estratégias, o Comitê de Gestão de Saúde Mental, instalado em 2025, e a Comissão de Saúde Mental, que encaminha a elaboração da Política de Saúde Mental da FURG.
Cenário de atividades
A FURG deu início a uma agenda de ações focadas em estimular bem-estar e bom convívio no ambiente universitário, e apostar em esporte, cultura, lazer e arte enquanto ferramentas para contrapor o sofrimento e/ou para criar espaços de respiro na rotina da Universidade e para além dela. No primeiro trimestre, destacam-se especialmente atividades desenvolvidas dentro e fora do campus durante o recesso de verão, como os projetos recém-lançados Conecta Férias FURG, organizado pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) e A FURG é minha praia, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc).
“A promoção da saúde mental dialoga muito com a lógica do pertencimento, das pessoas entenderem que a FURG é um lugar delas, que as pessoas vão, que a comunidade vai conhecer mais e entender a Universidade”, diz Ana Furlong Antochevis. Assim como é necessário “as pessoas entenderem que não é só a FURG que oferece, que a vida do universitário é para além da Universidade, ele está vivendo o município”, avalia.
Março reserva pelo menos duas oportunidades importantes de promoção da saúde mental: a discussão final do documento da Política de Saúde Mental da FURG e a Acolhida Cidadã, que completa 15 anos de realização. O edital para inscrição de propostas à programação da Acolhida já está circulando.
Durante o mês de março devem ocorrer as Conferências Setoriais, reuniões de debate sobre o texto da Política com as pessoas da FURG. Depois, o documento tem encaminhamento ao Consun, “de uma forma que a comunidade enxergue que é um texto que ela construiu junto”, ressalta a coordenadora do Comitê. E sobre a Acolhida, comenta: “pra mim, é uma das coisas mais bonitas que tem na FURG, certamente é um grande vetor de saúde mental, porque ajuda muito os estudantes a se localizarem, se sentirem bem, naquele primeiro momento”.