Minúsculo no tamanho, mas enorme na sua importância. Este é o plâncton, um conjunto de organismos microscópicos que vivem na coluna d’água dos oceanos e que, apesar de minúsculos, exercem um papel essencial para regulação do clima global.
Composto basicamente por pequenas plantas flutuantes, chamadas de fitoplâncton e também por organismos microscópicos que vivem flutuando na coluna d’água chamados de zooplâncton, o plâncton é a base cadeias tróficas marinhas, ou seja, é através dele que acontece a transferência de energia e nutrientes entre os organismos que vivem no oceano. Além disso, esses microrganismos são responsáveis por produzir grande parte do oxigênio que respiramos - cerca de 50% a 80% do oxigênio produzido na Terra - e participam de ciclos biogeoquímicos importantes, como o ciclo do carbono, ajudando a regular o clima global. Essa produção é vital para manter o equilíbrio atmosférico e garantir que todos os seres vivos, incluindo nós, tenhamos oxigênio necessário para respirar.
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Como são feitos os estudos?
Através de um equipamento inovador, chamado Continuous Plankton Recorder (CPR), lançado ao mar por navios de oportunidade. O CPR fica rebocado na água enquanto o navio navega, capturando continuamente o plâncton em uma malha fina. O material coletado é depositado em uma fita de seda, que posteriormente é analisada no laboratório da FURG. Cada segmento da fita revela a presença de diferentes organismos, permitindo aos pesquisadores identificar e contar as espécies, além de relacionar esses dados às variáveis ambientais da região.
Essas coletas representam uma das rotas mais importantes do Atlântico Sul, conectando continentes e atravessando diversos ambientes marinhos. Como essa região é pouco estudada com o uso do CPR, os dados obtidos são extremamente valiosos para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do zooplâncton e os impactos das mudanças ambientais.
Ao analisar essas amostras, o Laboratório de Zooplâncton da FURG, que tem a coordenação do professor Erik Muxagata, contribui para uma compreensão mais profunda dos ecossistemas marinhos do Atlântico Sul, promovendo a ciência colaborativa e reforçando a importância de preservar nossos oceanos.
Através desta cooperação internacional, a FURG avança na missão de entender e proteger um dos maiores patrimônios naturais do planeta.
Sobre o AtlantEco
A ambição do AtlantECO é desenvolver e aplicar uma estrutura nova e unificadora que forneça recursos baseados em conhecimento para elaborar políticas, apoiar a tomada de decisões e envolver os cidadãos para incentivar um comportamento responsável na gestão do sistema Atlântico e proteger a prestação de Serviços Ecossistêmicos (SE).
O objetivo do AtlantECO é determinar a estrutura e a função do microbioma Atlântico no contexto da circulação oceânica e da presença de poluentes, por exemplo, plásticos, para avaliar o seu papel na condução da dinâmica dos ecossistemas Atlânticos a nível regional e de bacias hidrográficas; o seu potencial de ser usado como um sensor do estado dos ecossistemas. Isto é fundamental para melhorar as previsões sobre a prestação futura de serviços ecossistêmicos na bacia e para favorecer o estabelecimento de uma estratégia sustentável de Crescimento Azul para uma comunidade totalmente atlântica.
Para atingir esses objetivos, o AtlantECO reúne especialistas e pioneiros da Europa, América do Sul e África do Sul com os recursos, conhecimento e experiência relevantes.