A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) é uma das instituições contempladas na expansão do projeto Mais Ciência na Escola (MCE), anunciada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O programa recebeu suplemento de R$ 96 milhões para a contratação de 24 novos projetos de Laboratórios Maker e ações de fomento à prática científica no ambiente escolar. O MCE integra uma ação nacional do Governo Federal para ampliar o acesso de estudantes à cultura maker, à ciência e à tecnologia.
A execução da proposta é realizada de forma integrada entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a FURG. As três instituições atuam como parceiras em igualdade em todas as etapas de concepção, implementação e execução do projeto. Na FURG, a proposta envolve a área de atuação de todos os campi da instituição, informa o prof. dr. Everaldo Arashiro, do Instituto de Matemática, Estatística e Física (Imef/FURG). "O projeto pretende implantar 45 laboratórios makers nas escolas públicas no Rio Grande do Sul, muitas delas na zona rural", explica o professor.
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Para os pesquisadores envolvidos, a complementaridade de expertises e a capilaridade territorial ampliada fortalecem as ações e a rede a ser formada, a Conecta MakeRS, voltada à articulação entre os laboratórios makers e as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). "Embora o IFRS seja a instituição executora do convênio, as três instituições envolvidas assumem papéis equivalentes na orientação metodológica, no acompanhamento das escolas e no suporte científico-tecnológico às ações da rede", explica o professor Serguei Nogueira da Silva, do IFRS - Campus Rio Grande.
Laboratórios makers
O projeto prevê a implantação de 45 laboratórios makers em escolas públicas de 17 municípios do Rio Grande do Sul. Destes, 12 serão na área de atuação da FURG: quatro em Rio Grande, dois em São José do Norte, três em Santo Antônio da Patrulha e região, dois em São Lourenço do Sul e um em Santa Vitória do Palmar.
Os espaços serão ambientes de experimentação, aprendizagem ativa e desenvolvimento de projetos de ciência, tecnologia e inovação. Cada laboratório será equipado com: impressoras 3D, cortadoras a laser, notebooks, kits de robótica, ferramentas manuais e smart TVs.
Cada escola participante receberá uma bolsa para professor coordenador do laboratório e 10 bolsas para estudantes. No total, serão concedidas 45 bolsas para docentes e 450 para alunos, garantindo o funcionamento dos espaços durante os 12 meses de implementação.
De acordo com os pesquisadores, as ações dialogam diretamente com as habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e na BNCC da Computação, contribuindo para o atendimento das demandas das Secretarias Municipais de Educação e para a promoção do protagonismo estudantil.
Rede Conecta MakeRS
Para apoiar as ações, será estruturada a rede Conecta MakeRS, formada pelas três instituições, pelas escolas participantes e por instituições parceiras. A rede terá a participação de docentes da FURG de diferentes áreas de atuação de Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha, São Lourenço e Santa Vitória do Palmar. No total, até o momento, 84 pesquisadores das três instituições integram a iniciativa, além da previsão de contratação de 18 bolsistas de Iniciação Científica.
A rede irá promover formação continuada de docentes da rede básica, feiras de iniciação tecnológica, intercâmbio de experiências e ações conjuntas de ensino, pesquisa e extensão. O objetivo é consolidar um ecossistema de inovação que permaneça ativo após o encerramento do convênio.
Impacto para as instituições e para o RS
Para as instituições envolvidas (IFRS, FURG e UFPel), o projeto representa um marco na estruturação de uma rede interinstitucional voltada à educação científica e tecnológica. No contexto do Rio Grande do Sul, a iniciativa fortalece o letramento digital, amplia a inclusão social e aproxima as instituições de educação das escolas públicas e das realidades locais.
A rede qualifica ações de pesquisa, extensão e ensino; estimula a inovação e o empreendedorismo; e contribui para o desenvolvimento de competências que permitem melhorias concretas nos contextos regionais, especialmente para estudantes em situação de vulnerabilidade social.
A previsão é que a partir de maio de 2026 ocorra a inauguração dos laboratórios makers e o início da execução do projeto, com 12 meses de bolsas e período de experimentação.