Um artigo concluído recentemente pelo Instituto de Oceanografia (IO) da FURG foi publicado no periódico Global Change Biology, um dos jornais internacionais mais conceituados na área da Biologia e Alterações Climáticas. O trabalho foi desenvolvido pelo Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (Goal) do IO, em colaboração com parceiros internacionais. A publicação pode ser conferida aqui.
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O estudo foi liderado pelo professor Carlos Rafael Mendes, com contribuições de vários membros do Goal e colaboradores internacionais, e revela que o aumento da temperatura superficial do oceano devido às mudanças climáticas pode alterar os grupos predominantes de fitoplâncton (microalgas marinhas) na Antártica.
Neste estudo, os pesquisadores utilizaram 11 anos de dados coletados na Península Antártica pelo Goal, no âmbito do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), complementados com experimentos laboratoriais realizados no Laboratório de Fitoplâncton da FURG. Os autores descobriram que grupos menores de fitoplâncton, as criptófitas, são mais resistentes a maiores exposições à luz e se desenvolvem mais sob condições de altas temperaturas do que as diatomáceas, que são organismos maiores. Segundo eles, isso é extremamente importante, porque as diatomáceas são consideradas o pilar da cadeia trófica da Antártica - ou seja, com o aumento da temperatura e maior estabilidade da camada superior do oceano, as criptófitas podem substituir as diatomáceas e impactar substancialmente toda a cadeia trófica marinha na Antártica.