Recentemente, o projeto Pancpop da FURG São Lourenço do Sul (FURG-SLS) marcou presença 7ª Festa das Sementes Crioulas e 2ª Feira Regional da Economia Solidária de Seberi/RS, município localizado no norte do Rio Grande do Sul.
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Na oportunidade, o Pancpop montou uma banca institucional na feira, com Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) para troca, materiais informativos com receitas e informações sobre as PANC, e folders de divulgação do 7º Encontro Nacional de Hortaliças Não Convencionais (HortPANC), evento nacional sobre hortaliças não convencionais que acontece em São Lourenço do Sul em abril.
No dia, a equipe do projeto ofereceu degustação de geleias de jambolão (Syzygium cumini) e tarumã (Vitex montevidensis), e tubérculos cozidos de bertalha-coração (Anredera cordifolia). A presença do Pancpop também incluiu a distribuição de mudas de jambu (Acmella oleracea), uma planta tradicionalmente utilizada no norte do país, mas que também pode ser cultivada no sul. As ações visavam estimular a troca de saberes e a conscientização sobre a importância da diversidade na alimentação e na agricultura.
O convite para participar da feira foi resultado de uma aproximação gradual entre o Pancpop e o MPA nos últimos dois anos. Lideranças do MPA reconheceram no projeto uma entidade representativa dos alimentos da sociobiodiversidade, capaz de levar a pauta das PANC - relativamente recente - para um evento de grande importância para o movimento.
“O convite veio dessa nossa trajetória de trabalhar com movimentos populares, com grupos de agricultores e agricultoras e por essa nossa caminhada de popularização das PANC com a agricultura familiar e camponesa, que para além da agricultura que é baseada na mão de obra familiar, em pequenas propriedades, é uma agricultura voltada à ancestralidade, ao resgate dos conhecimentos tradicionais e à perpetuação desses saberes populares sobre os alimentos e sobre os vários usos das plantas”, explica a coordenadora do projeto e professora da FURG, Jaqueline Durigon.
Para o Pancpop, a oportunidade foi vista como uma forma de fortalecer o diálogo com movimentos populares e grupos de agricultores, além de promover a popularização das PANC junto à agricultura familiar e camponesa. Segundo a coordenadora, o projeto busca não apenas fomentar a comercialização dessas plantas, mas também resgatar a identidade no campo, valorizando os saberes populares sobre o uso e a produção dos alimentos.
Além das atividades do Pancpop e das demais entidades institucionais presentes, a feira contou com bancas de comercialização de alimentos, sementes crioulas e artesanato.