O projeto de extensão “Escola na Universidade”, da FURG São Lourenço do Sul (FURG-SLS), realizou as primeiras atividades de 2025 nesta quarta-feira, 19, e quinta-feira, 20, no Laboratório de Microscopia.
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Os alunos observaram os detalhes de uma cebola e de uma flor de hibisco e contaram com as explicações de Andreisa Damo, técnica de Laboratório/Botânica da Universidade e integrante do projeto, e de Adriana Tourinho Salamoni, engenheira agrônoma, professora da FURG e coordenadora do projeto. As professoras da escola, Kelly Bazareli e Maristel Fontoura, também acompanharam e auxiliaram os estudantes. Os participantes não escondendo o entusiasmo. “Eu tô amando ver isso!”, disse um estudante a um colega.
“Sabemos que nem sempre esta é a área que costuma despertar o maior interesse dos estudantes, seja na educação básica ou na faculdade. Por diversas razões, ainda enfrentamos limitações que levam a um fenômeno de impercepção botânica. Por isso, trazer materiais vegetais para as atividades do projeto contribui para que os participantes enxerguem o quanto as estruturas vegetais são interessantes, curiosas e surpreendentes, especialmente quando ampliadas pelas lentes dos equipamentos, através da observação de detalhes invisíveis a olho nu”, disse Andreisa.
Kelly Bazareli, professora da turma, conta que ver os alunos vivenciarem o conteúdo de forma prática, em vez de apenas estudá-lo teoricamente, foi muito mais enriquecedor. “Os alunos ficaram encantados com a abordagem didática utilizada para trabalhar com eles, visto que são pequenos. Eles ficaram encantados com o mundo do microscópio, e dava para ver os olhinhos brilhando com tudo o que estavam vendo”, afirmou.
Para Kelly, a atividade também foi significativa no sentido de incentivar os alunos a buscarem mais conhecimento e a desenvolverem o interesse pela pesquisa. “São vivências que ficarão com eles para o resto da vida. São experiências práticas que fazem todo sentido na vida acadêmica deles. Eu, como professora, fiquei emocionada em vários momentos com o engajamento das crianças nas atividades. Eles realmente sabiam e responderam a várias perguntas”, complementou.
Com um mundo cada vez mais digital e com o avanço das tecnologias de inteligência artificial, as abordagens de ensino conteudistas e monótonas não têm sido suficientes para despertar o interesse e a curiosidade dos estudantes pelas ciências, como aponta Andreisa.
“A base de qualquer ciência é a curiosidade, o querer saber do que as coisas são feitas e como funcionam. Proporcionar aos escolares experiências marcantes de ensino contribui para manter acesa a chama da curiosidade na busca por conhecimento, então o projeto trabalha nessa perspectiva, de oportunizar essa parceria com a Universidade, onde também se faz ciência, para que os estudantes da rede básica se sintam instigados e pertencentes aos fazeres e saberes do laboratório na busca por entender e conhecer”, concluiu Damo.
As visitas são agendadas conforme a disponibilidade de datas e horários dos laboratórios e servidores da FURG-SLS e das escolas interessadas. As escolas podem entrar em contato pelo WhatsApp do campus, no número (53) 98407-8008, para agendar futuras visitas.