A última quinta-feira, 28, foi de apresentação da experiência da Escola das Marés e das Águas, no tempo das marés e da vida nos maretórios. A iniciativa da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e Povos Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (Confrem Brasil) foi apresentada às comunidades pesqueiras e instituições presentes pela articuladora da Confrem Brasil, Kátia Barros, em evento no salão paroquial da comunidade da Colônia Z-3, em Pelotas, como pauta da Reunião Ordinária do Fórum da Lagoa dos Patos.
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A atividade foi organizada pelo Laboratório Interdisciplinar Mapeamento em Ambiente, Resistência, Sociedade e Solidariedade (Maréss) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) com o Fórum da Lagoa dos Patos, que neste ano completa 30 anos de atuação. Na oportunidade, a diretora de Extensão Beatriz Spotorno Domingues, representou a FURG.
A escola Escola das Marés e das Águas é resultado da mobilização histórica das comunidades extrativistas costeiras e marinhas, construída em parceria com o ICMBio, a Confrem, a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e a Universidade Estadual do Ceará (UECE), oferecendo três cursos de graduação em tecnologia: Tecnologia em Recursos Pesqueiros; Tecnologia em Turismo; Tecnólogo em Turismo comunitário. Atualmente são oferecidas 1.710 vagas, destinadas aos povos e comunidades tradicionais pesqueiras das dessas regiões.
A construção das propostas e a aprovação da escola são conquistas protagonizadas pela Confrem com envolvimento das universidades parceiras de seus territórios para a construção dos cursos, que dialogam com demandas legítimas e organizadas das comunidades. A experiência apresentada motiva a região para os modelos educacionais semelhantes.
A mediadora Kátia Barros explica a experiência: "É a construção de uma escola diferenciada, contextualizada e no tempo da vida das pessoas que moram nas águas e nas marés, nos territórios de pesca, com cursos pensados pelos pescadores e pelas comunidades pesqueiras".
A professora da FURG Tatiana Walter, integrante do Laboratório Maréss, evidencia a oportunidade de conhecer a escola: "Estamos muito contentes com esta possibilidade. Acreditamos na universidade pública cada vez mais próxima às demandas das comunidades pesqueiras". Para a equipe envolvida no evento, a escola representa uma perspectiva importante para o futuro na região sul.
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