Na última terça-feira, 27, o Núcleo de Memória Eng. Francisco Martins Bastos (Nume) realizou uma reunião extraordinária, em sua sede, no Cidec-sul, para discutir a renovação de sua presidência e vice-presidência. Na ocasião, os integrantes do grupo convidaram os professores aposentados Péricles Gonçalves e Humberto Piccoli para a recondução aos seus postos, respectivamente, presidente e vice-presidente.
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Durante o encontro, Péricles compartilhou com os presentes o processo de reflexão que antecedeu sua decisão de não apenas aceitar o convite, mas também o que o motivou a permanecer engajado em diferentes funções administrativas ao longo da sua trajetória na FURG. Segundo o professor, ainda na década de 1990, com a ideia embrionária que viria a se tornar o Nume como conhecemos hoje, foi convidado a conduzir a ação de forma provisória, e, desde então, permaneceu ativo em defesa da memória institucional da Universidade.
Segundo o professor, apesar da oxigenação de ideias e a importância de novos ciclos administrativos ser essencial para a qualificação do trabalho, a possibilidade de interromper um trabalho coletivo que vem apresentando resultados positivos também pesou em sua decisão. Ao reconhecer o envolvimento e a dedicação dos colegas, Péricles passou a considerar a continuidade da gestão como uma forma de preservar os avanços alcançados e contribuir para o desenvolvimento das próximas ações do Nume, inclusive neste momento de consolidação e expansão do núcleo, que passa a se fazer presente também nas unidades acadêmicas, administrativas e também no formato multicampi.
“Houve inicialmente uma resistência, depois houve um convencimento e hoje há um entusiasmo”, resumiu o presidente em sua fala.
Continuidade
Apesar de aceitar a possibilidade de permanecer na presidência, Péricles ressaltou que a continuidade da gestão não deve significar a manutenção de práticas sem espaço para novas contribuições. Pelo contrário, o professor defendeu que o próximo período seja marcado pela ampliação do diálogo e pelo incentivo à participação de outros integrantes da comunidade universitária nas atividades e decisões do Núcleo. E dessa forma, também foi pautado durante o encontro a ampliação da representatividade do Nume nas instâncias deliberativas institucionais.
O presidente também aproveitou a reunião para convidar servidores, estudantes e demais interessados a se aproximarem das atividades realizadas pelo Nume. De acordo com Péricles, a participação de pessoas com diferentes experiências e perspectivas é fundamental para fortalecer o caráter coletivo do trabalho de preservação da memória institucional, uma vez que agrega diferentes momentos históricos ao acervo formal e informal.
Essa intenção deverá estar presente nas discussões sobre futuras alterações no regimento do Núcleo, mencionadas pelo professor na oportunidade.
Preservação da memória da Universidade
Criado em 1994, durante as comemorações dos 25 anos da FURG, o Núcleo de Memória Eng. Francisco Martins Bastos atua no resgate, na preservação e na divulgação da história institucional. Ao longo de sua trajetória, o Nume consolidou-se como um espaço dedicado à valorização do patrimônio material e imaterial da Universidade, reunindo documentos, fotografias, objetos, registros e relatos que ajudam a contar a história da instituição e das pessoas que participaram de sua construção.
Nos últimos anos, o Núcleo também ampliou suas atividades de aproximação com a comunidade universitária. Entre as iniciativas estão a realização de encontros em diferentes unidades acadêmicas, a valorização de espaços de memória nos institutos e escolas da FURG e a promoção de cerimônias de homenagem a servidores aposentados.
Em 2026, o Nume passou a realizar reuniões fora de sua sede, visitando unidades acadêmicas para conhecer suas trajetórias, incentivar a criação de espaços de memória e estimular a participação de servidores e estudantes nas atividades de preservação histórica. A proposta busca fortalecer a integração entre diferentes setores da Universidade e ampliar a compreensão de que a memória institucional é construída coletivamente.