INTERNACIONALIZAÇÃO

FURG recebe coordenação da Rede Bioma Pampa e reforça articulação internacional

Visita marcou a apresentação oficial da rede após lançamento realizado em Montevidéu em 2025

Foto: Hiago Reisdoerfer/Secom

Na semana passada, autoridades da FURG receberam, na sala de reuniões do Gabinete da Reitoria, a coordenação da Rede Bioma Pampa para uma apresentação institucional da iniciativa. Embora a Universidade seja uma das instituições fundadoras do grupo, o encontro marcou a formalização da parceria após o lançamento oficial da Rede Bioma Pampa, realizado em novembro de 2025, em Montevidéu, oportunidade em que foi instituída a sua primeira coordenação.

Além do encontro, a equipe visitante conheceu alguns espaços da Universidade, como laboratórios e centros de inovação e tecnologia, como por exemplo o Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (CIEX), localizado no Cidec-Sul, na Unidade Carreiros. 

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"A coordenação da Rede Bioma Pampa veio até a FURG para apresentar de forma oficial as primeiras ações e os seus grupos de trabalho. Embora sejamos uma das universidades fundadoras, tivemos recentemente o marco zero, em Montevidéu, quando foi instituída a primeira coordenação da rede, que tem renovação anual. Então, esse encontro é uma formalidade para alinhar o trabalho entre a coordenação e as instituições que a compõem”, explica o secretário de Relações Internacionais, Dariano Krummenauer.

Atualmente, a rede reúne instituições brasileiras e uruguaias, com previsão de expansão para universidades argentinas, fortalecendo a integração regional em torno de ensino, pesquisa e extensão. Entre os integrantes estão a FURG, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), a Universidad de la República (Udelar), a Universidad Tecnológica del Uruguay (UTEC) e a Universidad del Trabajo del Uruguay (UTU).

Para a reitora Suzane Gonçalves, a participação da FURG reafirma um compromisso que faz parte da sua identidade institucional: construir conhecimento em diálogo com o território e com as instituições que compartilham os mesmos desafios e potencialidades.

“Mais do que integrar uma rede internacional, estamos fortalecendo uma agenda de cooperação que reconhece o Pampa como um espaço de produção científica, inovação e desenvolvimento social. Esse trabalho conjunto amplia as possibilidades de formação, atuação e construção de soluções que ultrapassam fronteiras nacionais. Para a FURG, a internacionalização acontece quando estabelecemos parcerias que geram impactos concretos para as pessoas e para os territórios onde estamos inseridos, e a Rede Bioma Pampa é um dos caminhos voltados para essa perspectiva de integração acadêmica alinhada ao desenvolvimento regional”, destacou a reitora.

Além disso, de acordo com Dariano, a mobilização em grupo garante aos participantes mais força junto aos diferentes órgãos de fomento para ampliar as ações do escopo abrangido pela rede, além de possibilitar a busca por recursos em agências nacionais e internacionais.

Rede construída a partir das necessidades do território

Para o secretário, o fato de a Rede Bioma Pampa ainda estar em consolidação permite que sua estrutura seja construída de acordo com as demandas específicas das universidades participantes, e, portanto, esse trabalho coletivo se apresenta como uma possibilidade de criar novas relações interinstitucionais e de alto impacto para o território. "A grande vantagem dessa rede é que temos a oportunidade de construí-la dentro da realidade das universidades que a compõem. Podemos aprender com experiências de outras redes, aproveitando aquilo que funciona e também evitando modelos que não atendem às nossas necessidades”, destacou Dariano.

Sobre o território e a iniciativa

A Região do Bioma Pampa, também conhecida como a Campanha Gaúcha, corresponde a 63% da área total do Rio Grande do Sul, estendendo-se por partes da Argentina e do Uruguai. Em nosso país, a faixa predominante de interação multinacional se dá entre o sul do Brasil e o nordeste do Uruguai.

O bioma é caracterizado por campos naturais, com vastas formações de gramíneas, herbáceas e pequenos arbustos que sustentam uma rica biodiversidade e atividades econômicas tradicionais como a pecuária extensiva, a produção de leite e a agricultura familiar. Na faixa de fronteira entre Brasil e Uruguai, o Pampa forma um ecossistema sem barreiras naturais, o que permite a livre circulação, favorecendo práticas culturais semelhantes entre os países.

Essa continuidade ecológica reforça a necessidade de ações integradas, que considerem não apenas os aspectos ambientais, mas também sociais, econômicos e culturais das comunidades que vivem nesse território.

*Este material foi produzido de acordo com as normas disciplinadas pela Portaria SECOM/MCOM Nº 5.973, DE 28 DE JUNHO DE 2022, assim como também considera e respeita os demais materiais publicados até o momento acerca do regramento para a comunicação pública dos órgãos federais durante o período de defeso eleitoral, compreendido de 4 de julho a 25 de outubro de 2026, podendo ser prorrogado em caso de segundo turno.

 

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Visita marcou a apresentação oficial da rede após lançamento realizado em Montevidéu em 2025

Hiago Reisdoerfer/Secom