Após sete dias de programação voltada à literatura, à cultura, à ciência e à aproximação com a comunidade, a 51ª Feira do Livro da FURG chegou ao fim nesta quinta-feira, 3. Na oportunidade, a reitora Suzane Gonçalves; o vice-reitor, Ednei Primel; a pró-reitora de Extensão e Cultura, Débora Amaral; e a patrona Joselma Noal fizeram falas de despedida no saguão do Cidec-sul. A edição reuniu 17 livreiros, mais de 55 atividades culturais e literárias e registrou a venda de mais de 3 mil exemplares ao longo do evento.
Estudantes podem participar da ADD 2026/2 a partir de hoje
Feira das Ciências reúne escolas de Rio Grande durante dois dias de atividades na FURG
FURG recebe representantes do Ministério da Energia da Noruega em agenda sobre tecnologia e setor offshore
A edição deste ano contou ainda com mais de 40 ações permanentes, distribuídas entre espaços como a Rua das Crianças, o Espaço Curioso e o Espaço Interativo, além de exposições, encontros, formações literárias e iniciativas de economia solidária. A proposta foi oferecer uma programação diversificada para diferentes públicos, fortalecendo a Feira como espaço de encontro entre Universidade e comunidade.
Este é o segundo ano consecutivo em que o evento é realizado na unidade Carreiros do campus Rio Grande, mantendo a proposta de integrar diferentes áreas e projetos da Universidade à programação, promovendo oportunidades para que a sociedade possa ocupar espaços dentro da instituição.
A feira dentro da FURG: um campus de todos
Em sua fala, Suzane destacou a expressiva participação do público ao longo da programação, segundo ela, a edição também consolidou o novo formato como um espaço de aproximação entre a comunidade universitária e a população, resultado de um trabalho coletivo desenvolvido por diversos setores da FURG.
“Foi mais um momento para integrar a nossa comunidade e trazer a sociedade para dentro da Universidade. Quero agradecer a todos que trabalharam e a todos que prestigiaram esta edição”, afirmou. Ao final, a reitora também confirmou que a 52ª Feira do Livro será realizada novamente dentro da instituição.
O vice-reitor também destacou o envolvimento da comunidade com a Feira e parabenizou as equipes responsáveis pela organização, a patrona e todos que contribuíram para a realização do evento. Para ele, a edição reforçou a escolha de manter a Feira do Livro no Campus Carreiros e evidenciou o potencial da Universidade como espaço de convivência e aproximação com a população.
“Queremos que a Universidade não seja apenas um espaço de passagem, mas um espaço de acolhimento, de pertencimento e de viver experiências diversas e plurais, como foram as experiências nesses dias na nossa Feira do Livro”, destacou Ednei.
Por sua vez, a pró-reitora de Extensão e Cultura ressaltou o caráter coletivo da construção da Feira e agradeceu às equipes, servidores e participantes envolvidos na realização da 51ª edição. Para ela, o evento também reafirma o papel da Universidade como espaço de promoção da cultura, do encontro e da convivência com a comunidade.
“Que bom que a gente tem uma universidade pública, gratuita e federal neste território, que pode promover a beleza de um evento como este, feito com muito carinho”, disse Débora.
Uma homenagem especial
Durante o encerramento, a pró-reitora também prestou uma homenagem à coordenadora da Livraria da FURG, Cleusa Maria Lucas de Oliveira, reconhecendo sua trajetória e sua contribuição ao longo dos anos para a construção e consolidação da Feira do Livro. “A Cleusa é uma pessoa de entrega total no seu fazer e tem um carinho e um amor muito grandes por esta Feira. Hoje, queremos agradecer publicamente por toda a sua contribuição, empenho e experiência”, observou Débora.
Uma rede formada por livros, histórias e encontros
A abertura oficial da 51ª edição aconteceu na sexta-feira, 28, com o Auditório Oceanos do Cidec-Sul próximo à lotação máxima. A cerimônia contou com uma apresentação artística e com a leitura de uma carta aberta pela patrona Joselma Noal, que compartilhou com o público sua relação com a literatura, a leitura e a escrita.
Ao assumir o posto de patrona, Joselma levou à Feira uma trajetória construída também dentro da própria Universidade. Professora da FURG desde 2010, a escritora possui produção que transita por contos, minicontos, romances, crônicas e poesias, abordando temas como memória, relações familiares, política, amor e envelhecimento. Além da atuação docente e literária, é tradutora pública juramentada e literária em Língua Espanhola e integra iniciativas coletivas de incentivo à escrita.
Durante o encerramento, Joselma emocionou-se ao relembrar as atividades que acompanhou, conduziu e participou durante a Feira. Nesse sentido, a professora definiu a experiência vivida com a palavra “gratidão”. Em sua fala, relembrou o afeto recebido durante a programação, as homenagens e os elementos preparados especialmente para representar sua trajetória pessoal e literária, entre eles a rede presente na identidade visual da edição e a Sala da Patrona, que reuniu objetos ligados à sua história familiar e à sua relação com a escrita.
“Ser reconhecida por um papel que eu tanto amo, que é o de escritora, não tem outra palavra. É gratidão”, celebrou.
Balanço
Além da programação cultural, a 51ª Feira do Livro também apresentou um balanço positivo entre os expositores. Ao longo dos sete dias de evento, foram comercializados mais de 3 mil exemplares, distribuídos entre diferentes gêneros, autores e públicos. As bancas reuniram livrarias tradicionais, sebos e projetos itinerantes, ampliando a diversidade de títulos disponíveis e oferecendo desde clássicos da literatura até lançamentos, obras regionais, produções independentes e obras científicas produzidas pela comunidade universitária.
Entre os livros mais procurados estiveram obras de autores consagrados da literatura brasileira, como Clarice Lispector, José Falero e Carolina Maria de Jesus. Títulos relacionados à educação, filosofia e pensamento social também tiveram destaque, assim como obras ligadas à história e à identidade regional, com produções sobre o Rio Grande do Sul e autores vinculados à cultura gaúcha. A literatura infantojuvenil, os mangás e títulos de entretenimento completaram o conjunto de preferências observado.
A produção local também ocupou espaço de destaque. Autores da região tiveram obras entre as mais procuradas, reforçando a Feira como espaço de circulação e valorização da literatura produzida no território.