Após sete dias de programação voltada à literatura, à cultura, à ciência e à aproximação com a comunidade, a 51ª Feira do Livro da FURG chegou ao fim nesta quinta-feira, 3. Na oportunidade, a reitora Suzane Gonçalves; o vice-reitor, Ednei Primel; a pró-reitora de Extensão e Cultura, Débora Amaral; e a patrona Joselma Noal fizeram falas de despedida no saguão do Cidec-sul. A edição reuniu 17 livreiros, mais de 55 atividades culturais e literárias e registrou a venda de mais de 3 mil exemplares ao longo do evento.
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A edição deste ano contou ainda com mais de 40 ações permanentes, distribuídas entre espaços como a Rua das Crianças, o Espaço Curioso e o Espaço Interativo, além de exposições, encontros, formações literárias e iniciativas de economia solidária. A proposta foi oferecer uma programação diversificada para diferentes públicos, fortalecendo a Feira como espaço de encontro entre Universidade e comunidade.
Este é o segundo ano consecutivo em que o evento é realizado na unidade Carreiros do campus Rio Grande, mantendo a proposta de integrar diferentes áreas e projetos da Universidade à programação, promovendo oportunidades para que a sociedade possa ocupar espaços dentro da instituição.
A feira dentro da FURG: um campus de todos
Em sua fala, Suzane destacou a expressiva participação do público ao longo da programação, segundo ela, a edição também consolidou o novo formato como um espaço de aproximação entre a comunidade universitária e a população, resultado de um trabalho coletivo desenvolvido por diversos setores da FURG.
“Foi mais um momento para integrar a nossa comunidade e trazer a sociedade para dentro da Universidade. Quero agradecer a todos que trabalharam e a todos que prestigiaram esta edição”, afirmou. Ao final, a reitora também confirmou que a 52ª Feira do Livro será realizada novamente dentro da instituição.
O vice-reitor também destacou o envolvimento da comunidade com a Feira e parabenizou as equipes responsáveis pela organização, a patrona e todos que contribuíram para a realização do evento. Para ele, a edição reforçou a escolha de manter a Feira do Livro no Campus Carreiros e evidenciou o potencial da Universidade como espaço de convivência e aproximação com a população.
“Queremos que a Universidade não seja apenas um espaço de passagem, mas um espaço de acolhimento, de pertencimento e de viver experiências diversas e plurais, como foram as experiências nesses dias na nossa Feira do Livro”, destacou Ednei.
Por sua vez, a pró-reitora de Extensão e Cultura ressaltou o caráter coletivo da construção da Feira e agradeceu às equipes, servidores e participantes envolvidos na realização da 51ª edição. Para ela, o evento também reafirma o papel da Universidade como espaço de promoção da cultura, do encontro e da convivência com a comunidade.
“Que bom que a gente tem uma universidade pública, gratuita e federal neste território, que pode promover a beleza de um evento como este, feito com muito carinho”, disse Débora.
Uma homenagem especial
Durante o encerramento, a pró-reitora também prestou uma homenagem à coordenadora da Livraria da FURG, Cleusa Maria Lucas de Oliveira, reconhecendo sua trajetória e sua contribuição ao longo dos anos para a construção e consolidação da Feira do Livro. “A Cleusa é uma pessoa de entrega total no seu fazer e tem um carinho e um amor muito grandes por esta Feira. Hoje, queremos agradecer publicamente por toda a sua contribuição, empenho e experiência”, observou Débora.
Uma rede formada por livros, histórias e encontros
A abertura oficial da 51ª edição aconteceu na sexta-feira, 28, com o Auditório Oceanos do Cidec-Sul próximo à lotação máxima. A cerimônia contou com uma apresentação artística e com a leitura de uma carta aberta pela patrona Joselma Noal, que compartilhou com o público sua relação com a literatura, a leitura e a escrita.
Ao assumir o posto de patrona, Joselma levou à Feira uma trajetória construída também dentro da própria Universidade. Professora da FURG desde 2010, a escritora possui produção que transita por contos, minicontos, romances, crônicas e poesias, abordando temas como memória, relações familiares, política, amor e envelhecimento. Além da atuação docente e literária, é tradutora pública juramentada e literária em Língua Espanhola e integra iniciativas coletivas de incentivo à escrita.
Durante o encerramento, Joselma emocionou-se ao relembrar as atividades que acompanhou, conduziu e participou durante a Feira. Nesse sentido, a professora definiu a experiência vivida com a palavra “gratidão”. Em sua fala, relembrou o afeto recebido durante a programação, as homenagens e os elementos preparados especialmente para representar sua trajetória pessoal e literária, entre eles a rede presente na identidade visual da edição e a Sala da Patrona, que reuniu objetos ligados à sua história familiar e à sua relação com a escrita.
“Ser reconhecida por um papel que eu tanto amo, que é o de escritora, não tem outra palavra. É gratidão”, celebrou.
Balanço
Além da programação cultural, a 51ª Feira do Livro também apresentou um balanço positivo entre os expositores. Ao longo dos sete dias de evento, foram comercializados mais de 3 mil exemplares, distribuídos entre diferentes gêneros, autores e públicos. As bancas reuniram livrarias tradicionais, sebos e projetos itinerantes, ampliando a diversidade de títulos disponíveis e oferecendo desde clássicos da literatura até lançamentos, obras regionais, produções independentes e obras científicas produzidas pela comunidade universitária.
Entre os livros mais procurados estiveram obras de autores consagrados da literatura brasileira, como Clarice Lispector, José Falero e Carolina Maria de Jesus. Títulos relacionados à educação, filosofia e pensamento social também tiveram destaque, assim como obras ligadas à história e à identidade regional, com produções sobre o Rio Grande do Sul e autores vinculados à cultura gaúcha. A literatura infantojuvenil, os mangás e títulos de entretenimento completaram o conjunto de preferências observado.
A produção local também ocupou espaço de destaque. Autores da região tiveram obras entre as mais procuradas, reforçando a Feira como espaço de circulação e valorização da literatura produzida no território.