QUALIFICAÇÃO

CIEX promove capacitação com Defesas Civis de Rio Grande, Pelotas e São José do Norte

Ação abordou temas como modelos de previsão, operacionalidade e perspectivas climáticas para 2026

Foto: Acervo CIEX

No último dia do mês de março, o Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (CIEX) realizou uma oficina de capacitação com agentes das Defesas Civis de Rio Grande, Pelotas e São José do Norte; a ação contou também com a participação de bombeiros do 3º Corpo de Bombeiros Militar. A iniciativa buscou apresentar instruções e ferramentas capazes de transformar o dado bruto produzido pelo centro em informação estratégica.

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Focando em ferramentas de monitoramento, modelos de previsão do tempo e análise de riscos climáticos, a partir dessa capacitação, as equipes envolvidas na tomada de decisão poderão desempenhar suas funções com uma base de dados mais ampla. De acordo com o meteorologista Ricardo Gotuzzo, a oficina consolidou a união estratégica entre o CIEX e as equipes capacitadas, e também com Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMet), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), representado na oportunidade pelo seu diretor, Eliton Figueiredo.

Ainda segundo Ricardo, o maior ganho com a realização dessa capacitação foi a qualificação da demanda. “Ao entenderem as limitações e potencialidades das ferramentas, como radar e modelos de previsão do tempo, os agentes de Defesa Civil conseguem interpretar alertas com mais precisão e agilidade, salvando vidas e mitigando danos materiais de forma científica”, destacou.

Dividida em quatro momentos, a capacitação foi conduzida por três pesquisadores associados ao CIEX: os meteorologistas Ricardo Gotuzzo e Willian Coelho; e o professor do Centro de Ciências Computacionais (C3) e atual secretário de município de Planejamento, Habitação e Regularização Fundiária de Rio Grande, Glauber Gonçalves.

A iniciativa abordou temas como observação e modelagem, envolvendo a diferenciação entre satélites e radares, além de uma explicação sobre os modelos de previsão do tempo e limitações; operacionalidade e prática; a rede de sensores que compõem o Monitoramento do Nível da Lagoa dos Patos; e, por fim, foi feita uma análise da transição para o outono e o prognóstico para o segundo semestre de 2026 em relação ao El Niño.

“Esta iniciativa, focada em meteorologia, soma-se a ciclos anteriores que abordaram temas como dados geoespaciais, reforçando o caráter interdisciplinar do Centro. O objetivo fundamental é estabelecer um canal de diálogo técnico contínuo entre a academia e os setores operacionais. Essa unificação de protocolos e o nivelamento do entendimento técnico garantem que a comunicação em situações de crise seja fluida, precisa e alinhada às mais modernas práticas de gestão de risco”, concluiu Ricardo.

 

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Ação abordou temas como modelos de previsão, operacionalidade e perspectivas climáticas para 2026

Acervo CIEX