O Mundial de Robótica RoboCup 2023 está prestes a começar, e a equipe FBOT composta por estudantes de graduação e pós-graduação da FURG está em deslocamento para participar da competição na categoria @Home, responsável por testar as respostas de um robô a tarefas domésticas, sendo também uma das principais categorias da Robocup com um dos maiores graus de complexidade. Neste ano, o evento acontece de 4 a 10 de julho em Bordeaux, na França.
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De acordo com o integrante Jardel Dyonísio, esta competição será maior em comparação com o último mundial, disputado na Tailândia no ano passado, quando a FBOT conquistou a terceira colocação. “Abriram vagas para mais equipes, então vai ser uma concorrência bem legal. Algumas destas já foram campeãs diversas vezes, logo vai ser um embate importante para avaliarmos o nível atual da FBOT e das concorrentes ao enfrentar estas equipes já consolidadas no cenário”, explica o estudante.
Segundo o coordenador da equipe, professor Paulo Drews – que vai acompanhar a equipe na competição de forma remota – toda a equipe fornecerá um apoio local mesmo de longe. “Seguimos desenvolvendo e testando códigos aqui na FURG para ajudá-los a conseguir efetuar as tarefas na França”, destacou o docente do Centro de Ciências Computacionais (C3).
Doris, a Robô e os planos para as próximas competições
Medindo pouco mais de 1,5m, Doris – acrônimo para “Domestic Robotic Intelligent System” - foi programada para expressar sentimentos e executar tarefas domésticas com o auxílio de um braço mecânico também projetado e construído pela equipe. A robô é a ferramenta utilizada pela equipe em diversas situações de teste e competição, e é parte da conquista recente.
O projeto do robô foi desenvolvido junto com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e possui um valor estimado para custeio de R$ 50 mil, financiado principalmente por um edital internacional de fomento da própria RoboCup vencido pela equipe em 2018, e utilizando materiais reciclados de projetos anteriores da FURG e da UFSM.
Desde outubro de 2022, a equipe planejou diversas modificações para Doris visando a competição mundial. Nessa perspectiva, Jardel destacou as melhorias na programação (algoritmos) para aperfeiçoar as habilidades de compreensão do robô a fim de efetuar tarefas corriqueiras das competições, como por exemplo, seguir pessoas, recepcioná-las, conversar com as pessoas, reconhecer seus nomes, suas bebidas favoritas, inclusive por meio de reconhecimento facial. “São habilidades que a gente vem aprimorando, desenvolvendo para conseguir pontuações cada vez maiores. Basicamente, estamos trabalhando nos processos que já tínhamos”. Para o futuro, o estudante destaca também que há projetos para construção de uma nova base robótica, visando diminuir o peso do robô, aumentar a sua confiabilidade e facilitar a manutenção.
Por fim, há uma projeção também de um novo modelo para as características físicas do rosto de Doris, pois segundo Jardel, é necessário que a robô apresente melhores expressões faciais para interagir emocionalmente com as pessoas de uma maneira mais precisa.
“Esses movimentos não vão ser aplicados ainda no mundial, mas a ideia é de que na próxima competição brasileira, comecemos a aplicar essas melhorias”, finaliza o discente.
Histórico da FBOT
A FBOT completa 21 anos em 2023 e atualmente é composta por cerca de 50 alunos, principalmente dos cursos de Engenharia de Automação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação. O time compete em diversas modalidades, no entanto, disputa desde 2018 na categoria “@home”, e já conquistou o terceiro lugar no último mundial e o primeiro lugar no brasileiro em 2022. A equipe integra um grande ecossistema em robótica que faz a FURG referência na América Latina, incluindo grupo de pesquisa em Automação e Robótica Inteligente (Nautec), a pós-graduação trinacional da FURG em Robótica e Inteligência Artificial (Pria) e a Unidade Embrapii iTec/FURG, cobrindo ensino, pesquisa e extensão nas áreas correlatas à robótica e computação.
Esforço para a ida da equipe
Em função dos altos custos para viabilizar a inscrição e a viagem dos estudantes, houve um esforço coletivo da equipe para arrecadar fundos em várias frentes. Para isso, a FBOT criou um perfil no Instagram disponibilizando produtos como canecas, bottons, etc, além de criar uma vakinha online (ainda aberta). Além disso, a equipe contou também com o apoio do setor público e privado. Nesse sentido, Jardel Dyonísio agradece a Prefeitura Municipal do Rio Grande, que se responsabilizou pelo transporte dos estudantes até Porto Alegre e também a Câmara Municipal do Rio Grande. O estudante destaca também o auxílio de toda a FURG; da Fundação de Apoio à Universidade do Rio Grande (Faurg) e de outras empresas como a Refinaria de Petróleo Riograndense, Sheep Games, Go Ahead, entre outras.
Sobre a RoboCup Bordeaux 2023
Esta é a 26ª edição da maior competição de robótica e inteligência artificial do mundo, sendo considerada popularmente a Copa do Mundo da robótica. O evento é coorganizado pela Universidade de Bordeaux e seus parceiros, a Region Nouvelle-Aquitaine, Bordeaux Metropole e o Ministério da Educação e Juventude. A expectativa da organização é de que o evento reúna 40 mil visitantes e pesquisadores em robótica e inteligência artificial. O objetivo da RoboCup é compartilhar o conhecimento, destacar as últimas inovações e promover o progresso técnico e científico. Durante 7 dias de competição, 2 mil robôs divididos em 45 países disputarão pelo mais alto lugar no pódio. Paralelamente à competição, haverá simpósios de pesquisa com especialistas ligados a área da robótica e inteligência artificial, bem como fóruns de discussão e espaço dedicado à robótica agrícola. Para mais informações, acesse o portal da competição neste link.