O mês de janeiro, além da cor branca, é simbolizado pela cor lilás, que é voltado para a visibilidade trans. O dia Nacional da Visibilidade Trans é lembrado anualmente no dia 29 de janeiro, desde 2004, quando o ato nacional chamou a atenção para o tema, no lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, do Ministério da Saúde. Desde então, o tema tem conquistado mais espaço na sociedade.
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O Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr., da Universidade Federal de Rio Grande (HU-FURG), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é habilitado como Atenção Especializada no Processo Transexualizador, na modalidade hospitalar. Os procedimentos iniciaram julho do ano passado (2024). Desde então, foram operados seis pacientes. Em janeiro, a expectativa é operar mais duas pessoas.
Atendimento multidisciplinar
Os pacientes são encaminhados via Gerenciamento de Consultas (Gercon). A Secretaria Municipal de Saúde encaminha para o Ambulatório de Referência em Saúde Mental Trans Ambulatorial, e este ambulatório encaminha os pacientes que desejam realizar a cirurgia para afirmação de gênero, que são as cirurgias que adequam o corpo da pessoa ao gênero com o qual ela se identifica. O ambulatório do HU-FURG é considerado “final de linha”, ou seja, estritamente cirúrgico.
“Nosso ambulatório é inovador no SUS por ser exclusivamente para fins cirúrgicos. Lembramos que nem toda pessoa trans tem o desejo de realizar a cirurgia para afirmação de gênero. Aqui no HU-FURG atendemos pessoas trans de 18 a 75 anos, que tenham, no mínimo, um ano de acompanhamento em serviço especializado em saúde mental trans e que desejam realizar os procedimentos cirúrgicos. Oferecemos mastectomia masculinizadora, para os homens trans e neovaginoplastia, para as mulheres trans”, explica a ginecologista e cirurgiã Kharen Carlotto.
O HU-FURG oferta atendimento multidisciplinar através do ambulatório de “Processo Transexualizador”. O serviço conta com Assistentes Sociais, Psicólogos, Enfermeiros e Médicos. “Quanto mais precocemente o paciente busca atendimento especializado, menor o risco de ser exposto a tratamentos inadequados, que podem ser prejudiciais à saúde”, enfatizou Kharen.
Sobre a reversão da cirurgia de redesignação, a cirurgiã explica: “No caso dos homens trans, até é possível reconstruir a mama esteticamente com próteses de silicone, mas jamais recuperará a função mamária para amamentação. No caso das mulheres trans, a cirurgia é irreversível, pois ocorre a retirada de órgãos genitais. Isso reforça a importância do acompanham pré-operatório em um serviço especializado em saúde mental trans”. E essa seriedade tem gerado resultados positivos: “Até agora não temos nenhum caso de arrependimento entre os nossos pacientes”, afirma a médica. Os pacientes pós-cirúrgicos são acompanhados pela equipe multiprofissional por, no mínimo, um ano.