Na última quinta-feira, 29 de maio, o Grupo de Pesquisa em Economia Azul (Gepea), em conjunto com o Laboratório de Oceanografia Costeira e Estuarina (Locoste), apresentou o projeto “Avaliação dos Impactos dos Eventos Climáticos Extremos no Estado do Rio Grande do Sul e Proposição de Instrumento de Mitigação para Eventos Futuros”. Com o apoio da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, a iniciativa busca investigar os efeitos da grande enchente de 2024 sobre variáveis econômicas como emprego, arrecadação e saúde, identificando regiões e setores da economia mais afetados.
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Na sua fala, a reitora agradeceu o empenho dos pesquisadores envolvidos na concepção do projeto e também todos aqueles que ajudaram a validar os modelos que serão utilizados nessa ação.
“Temos acompanhado de perto o trabalho dos nossos colegas, desenvolvendo várias ações para a resiliência climática dos municípios do Estado, em especial aqueles situados ao redor da Lagoa dos Patos. A FURG conta com uma série de grupos altamente qualificados, e os projetos e produtos que entregamos para a sociedade evidenciam isso. A Universidade contribui para que as políticas públicas possam ser pensadas e concebidas para melhor atender às demandas da comunidade; ações como essa nos mostram que a ciência produzida na FURG vai muito além dos muros do campus e chega às prefeituras, às defesas civis e às entidades organizadas para de fato fazer a diferença”, destaca Suzane.
De acordo com a professora Patrízia Raggi Abdallah, do Instituto de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Iceac) – e coordenadora do projeto - a proposta do estudo é mapear os municípios mais afetados pelas enchentes e quantificar os impactos socioeconômicos sofridos, fornecendo dados fundamentais para apoiar ações mais eficazes no enfrentamento de desastres futuros através de políticas públicas eficientes.
Estão sendo usadas metodologias econométricas, como o modelo de Diferenças em Diferenças (DIF-in-DIF) para quantificar os impactos das enchentes de maio de 2024. Segundo a professora do Instituto de Oceanografia (IO), Elisa Fernandes, será utilizado o ambiente virtual do DT – LAGOA, um Digital Twin da Lagoa dos Patos, para a simulação de outros eventos climáticos extremos, projetando seus impactos na sociedade e na economia do estado, oferecendo uma ferramenta importante para prever cenários de risco e avaliar estratégias de mitigação.
“A pesquisa apresenta um alto fator de inovação ao propor o uso de um Digital Twin da Lagoa dos Patos. Essa abordagem permite prever impactos potenciais e testar estratégias de mitigação, fortalecendo a capacidade de resposta e proteção às comunidades. O projeto é, portanto, um instrumento crucial para subsidiar a gestão pública e promover a resiliência frente aos desafios climáticos recorrentes nos últimos anos”, explica Patrízia.
Além disso, todos dados gerados no âmbito socioeconômico serão utilizados na operação do Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex). “Essa é uma iniciativa interinstitucional que proporcionará uma estrutura física qualificada e inovadora para a avaliação, prognóstico e mitigação de riscos de eventos extremos de inundação e estiagem em tempo real, garantindo a segurança da população e das infraestruturas dos municípios às margens da Lagoa dos Patos, e possibilitando seu desenvolvimento sustentável e resiliente”, completa Elisa.
Alinhado com os Eixos Estratégicos da Fapergs e o Plano Rio Grande, o projeto visa modernizar e promover a excelência em áreas tradicionais e emergentes do Estado, contribuindo para a adaptação às mudanças climáticas e para a preparação para desastres naturais. Participam da iniciativa Patrízia Raggi Abdallah, Gibran da Silva Teixeira, Márcio Nora Barbosa, Pedro Henrique Soares Leivas, Rodrigo da Rocha Gonçalves e Vinicius Halmenschlager, professores integrantes do Gepea; e Elisa Helena Leão Fernandes (Locoste) e Glauber Acunha Gonçalves (LTGEO), além de estudantes bolsistas da Universidade.