Com as obras para a duplicação da RS-734, por boa parte do ano o acesso à Unidade Carreiros, em Rio Grande, precisou ser alterado e repensado, no entanto, essas alternativas se mostraram inadequadas e, por vezes, até perigosas. Ao longo de 2025, a gestão da Universidade tentou conversar com as autoridades competentes, demonstrando sua preocupação, mas ainda nenhuma mudança significativa foi feita.
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De acordo com Lemes, durante a reunião o Daer informou sobre os locais onde seriam instaladas as paradas, que acabaram distantes do acesso principal do Carreiros. “A justificativa na época era de que esses lugares foram definidos por questão de segurança, considerando que no espaço onde antes ficavam as paradas, agora funcionam quatro pistas de rolagem, e nos espaços atualizados funcionam apenas duas. A gente argumentou pois o deslocamento para os estudantes acabou sendo dificultado, especialmente em dias de chuva, mas eles não apresentaram outras alternativas”, explicou o pró-reitor.
Ainda segundo Lemes, em razão da não resolução do problema, a instituição buscou apoio junto à Secretaria de Mobilidade Urbana de Rio Grande. Na oportunidade, uma das alternativas apresentadas foi a possibilidade de o ônibus facilitar a rota para o desembarque no Carreiros. É importante destacar que o ajuste das paradas naquela área não é uma decisão que cabe à Universidade, e, portanto, a instituição reforça a sua preocupação com a segurança nesse desembarque e ressalta também que tem solicitado a revisão desses espaços em todos os níveis possíveis.
“Mas essa ação ainda não se concretizou e a gente vai seguir conversando com a Prefeitura, dialogando e estudando a viabilidade de implementar essa proposta”, completou o pró-reitor.
Em outra ocasião, o vice-reitor, Ednei Primel, recebeu o comandante da Polícia Rodoviária Militar, Capitão Ávila, no Gabinete da Reitoria, para tratar sobre o tema. Na oportunidade, Ávila também se mostrou preocupado com o acesso ao Carreiros e buscou alternativas temporárias para apoiar a Universidade e garantir mais segurança naquele trajeto.
Ainda assim, soluções perenes não foram adotadas pelos órgãos competentes, e o acesso, especialmente em horários de fluxo intenso de automóveis, se torna inseguro para a comunidade.
“A FURG tem reiterado, ao longo de todo o ano, a sua preocupação com a segurança da comunidade acadêmica. Estamos falando de estudantes, servidores e visitantes que transitam diariamente por esse trecho de acesso e que não podem ficar expostos a situações de risco. A Universidade tem buscado diálogo permanente com os órgãos responsáveis e seguirá insistindo para que soluções efetivas e duradouras sejam implementadas, garantindo condições adequadas de mobilidade e segurança para todos”, comenta o vice-reitor.