Em alusão aos dois anos da maior tragédia climática do Estado, a grande enchente de 2024, o Governo do RS, por meio do Comitê Científico do Plano Rio Grande e da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), realizou, nesta quarta-feira, 6, em Porto Alegre, o evento ‘Tempo Severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções’. A iniciativa, que integra a programação da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, reuniu especialistas para debater o fenômeno, bem como formas de enfrentamento e promoção de resiliência para os municípios gaúchos.
LeME Kids inicia formação com escolas de Rio Grande e integra iniciativa nacional de destaque
Joselma Noal é escolhida patrona da 51ª Feira do Livro da FURG
Projeto E-Coo é finalista no 13º Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social
O evento foi realizado por meio de dois painéis temáticos, sendo o primeiro sobre impactos diretos das tempestades severas, incluindo danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população; e o segundo voltado à avaliação de danos, capacitação técnica e estratégias de mitigação, com foco em prevenção e resposta a desastres. De acordo com o secretário executivo do Comitê, Joel Goldenfum, a ação buscou discutir ferramentas e estratégias para treinamento de observadores visando monitoramento, registro e documentação de danos associados a fenômenos meteorológicos extremos, incluindo vendavais destrutivos, granizos e tornados.
“O tema é de importância fundamental para o Rio Grande do Sul, já que as tempestades severas têm relação com cerca de 90% das ocorrências da Defesa Civil”, destacou o secretário em fala para o portal do Estado.
De acordo com a coordenadora do CIEX, a participação em encontros como esse, que englobam a participação de diferentes atores do Estado, é de extremamente importância para o fortalecimento do diálogo entre a ciência, a gestão pública e a sociedade perante os desafios impostos pelos eventos extremos.
“Passados dois anos da maior tragédia climática do Rio Grande do Sul, seguimos com a responsabilidade de gerar conhecimento técnico e informações qualificadas para subsidiar medidas de prevenção, resiliência e ações estratégicas para a tomada de decisão por parte dos agentes públicos como a Defesa Civil, por exemplo. No CIEX, entendemos que a construção da resiliência dos municípios gaúchos passa, necessariamente, pela integração entre pesquisa, capacitação técnica e compartilhamento de informações qualificadas. Ações como essa permitem ampliar a cooperação entre especialistas e instituições, além de contribuir para o desenvolvimento de estratégias cada vez mais eficazes para redução de riscos e proteção da população”, ressaltou Elisa.
As tempestades severas já fazem parte da realidade do Rio Grande do Sul e exigem atenção permanente. Com isso em mente, o CIEX segue comprometido em colaborar tecnicamente com iniciativas que fortaleçam a preparação e a capacidade de resposta do Estado frente aos desafios climáticos da modernidade, colocando sua capacidade instalada em prol da região Sul gaúcha.