Durante os dias 24, 25 e 26 de junho, a reitora Suzane Gonçalves cumpriu novas agendas em Brasília, dando continuidade aos contatos estabelecidos ao longo do ano na busca por soluções à grave situação orçamentária da Universidade. Na oportunidade, a gestora fez uma reunião no Congresso Nacional, dialogando com deputados sobre emendas parlamentares, e também participou de encontros no Ministério da Educação (MEC) para tratar – além das questões financeiras – sobre o desenvolvimento da FURG e suas demandas institucionais junto à Secretaria de Educação Superior (Sesu).
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"Vivemos um momento de extrema preocupação com a situação orçamentária das universidades federais. Mesmo com as recentes ações de complementação, a FURG enfrenta um cenário de restrições que ameaça diretamente a continuidade de suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil. Diante desse contexto, é fundamental intensificarmos nossa articulação institucional junto ao Ministério da Educação e ao Congresso Nacional. Nessas agendas, podemos apresentar com clareza a gravidade da situação e reforçar a importância de investimentos públicos adequados na educação superior”, explica a reitora.
Ainda de acordo com a reitora, foi possível avançar em algumas tratativas e também celebrar pequenas conquistas importantes, mas ainda existem muitos desafios e o cenário posto se apresenta de uma forma bastante grave e complexa. “Cada recurso que conseguimos garantir é fruto de muito diálogo, de dados concretos, de articulação com diferentes agentes e da mobilização de nossa comunidade acadêmica. Por isso, reforçamos que essas agendas são uma prioridade da gestão; seguiremos firmes, buscando o reconhecimento que nossa instituição merece e lutando para que nossos estudantes, servidores e toda a sociedade não sejam penalizados pelas consequências que podem surgir no futuro", aponta Suzane.
Visita na FURG
Nesta sexta-feira, 27, a Deputada Estadual Sofia Cavedon realizou uma visita à FURG, onde também aconteceu uma importante reunião sobre a atual situação da Universidade. Na oportunidade, a reitora, em conjunto com a chefe de Gabinete, Camila Estima; com o pró-reitor de Assuntos Estudantis, André Lemes; e o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Daniel Antiqueira, apresentou o complexo momento financeiro da instituição, buscando alternativas de suporte junto ao poder legislativo do Estado.
Sobre o atual cenário
Com um déficit na ordem de mais de R$ 12 milhões do exercício anterior (2024), a FURG iniciou 2025 com um saldo devedor em diversos contratos de prestação de serviços. Para equilibrar as contas e manter a operação da Universidade, a gestão decidiu quitar as contas em atraso para realizar a manutenção desses contratos e, dessa forma, atualmente, a instituição está realizando o pagamento das despesas de março de 2025.
Desde o início do ano a FURG adota uma série de medidas restritivas para contornar o cenário, no entanto, o contexto é complexo e bastante ajustado. Desde 2024 foram feitas diversas reduções em postos de trabalho terceirizados, insumos e manutenção infraestrutural. No entanto, ainda assim a instituição sofre com o reajuste anual de contratos e a inflação em outros serviços.
“Sabemos que a situação não se resolverá de um dia para o outro, mas estamos confiantes de que, com trabalho coletivo, responsabilidade e diálogo constante, vamos superar este momento. Seguimos acreditando que a força da nossa comunidade e o apoio político que estamos angariando nos levarão a um caminho de superação. Nossa gestão seguirá lutando, com esperança e com a certeza de que a FURG tem um papel fundamental a cumprir e continuará firme no seu propósito de transformar vidas e contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade", aponta a reitora.
Durante a reunião, a deputada se comprometeu a realizar movimentos políticos e ações estratégicas para o aquecimento do debate sobre o agravo do cenário orçamentário da FURG, buscando soluções internas e o apoio político necessário para remediar a situação.
Andifes
Além das demais agendas em Brasília, Suzane também participou de um encontro da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior Federais (Andifes), que debateu pautas relacionadas à assistência estudantil e à política nacional de assistência estudantil (PNAES), além de questões relacionadas à própria Andifes.
Outro importante debate realizado nesse espaço foi sobre a Rede Tecer Direitos Humanos, uma ideia lançada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania nesta quinta-feira, 26. A Andifes está comprometida com a ideia, viabilizando às universidades federais adesão à iniciativa por meio de suas ações e projetos voltados ao tema dos direitos humanos.
A ação visa mapear e reunir cursos de educação em direitos humanos em uma plataforma unificada para democratizar o acesso à educação em direitos humanos, com programações gratuitas e abrangendo diferentes metodologias e públicos.