Em dezembro de 1990, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 1º de outubro como o Dia Internacional das Pessoas Idosas. A data é celebrada para reforçar a importância da proteção e cuidados a esse público.
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No Brasil, o dia faz referência ao marco da aprovação do Estatuto do Idoso, em 2003, e tem o objetivo de refletir a forma como a sociedade lida com a idade e com o envelhecimento no país. Segundo aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2030 a população brasileira com mais de 60 anos será maior que o grupo de crianças e jovens de até 14 anos, tornando o Brasil um país majoritariamente idoso.
Ao pensar sobre a necessidade de falar sobre as pessoas idosas, o coordenador do Núcleo Universitário da Terceira Idade (Nuti) da FURG, professor Ivan Gregório Silva Miguel, diz-se provocado a pensar também sobre de que forma estamos produzindo a velhice. "Nossa sociedade parece não querer olhar e nem falar da velhice. Vivemos numa sociedade que incessantemente tenta produzir mecanismos, técnicas, produtos e aparelhos que são vendidos como elixires contra o envelhecimento. Uma sociedade na qual envelhecer pareceria ser algo que podemos e devemos evitar", observa ele. "Quando impreterivelmente envelhecemos, não somente nos damos conta de que esses elixires milagrosos não conseguiram evitar o inevitável, como também não nos preparamos da melhor maneira para poder viver essa etapa das nossas vidas".
Para o coordenador do Nuti, a experiência no Núcleo mostra, a cada semana, que as idosas e idosos que frequentam os diferentes projetos são pessoas carregadas de experiências, cheias de energia e abertas para viver suas velhices plenamente. "É um grupo que tem vontade de compartilhar seus saberes, suas vivências e seus sentimentos, e que encontra no Nuti um espaço que não parece ser fácil de achar na sociedade contemporânea. Um lugar de partilha, de acolhimento, de solidariedade e de respeito", destaca.
Entre as atividades realizadas pelos seis projetos de extensão atualmente em andamento no Nuti, estão aulas de dança, ginástica, musculação e esportes adaptados para a terceira idade, caminhadas ao ar livre, rodas de conversa, grupos de estudos de literatura e oficinas em parceria com o curso de Psicologia voltadas a temas como saúde da mulher e estimulação cognitiva.
"Penso que talvez possamos fazer mais do que falar sobre as pessoas idosas. Que possamos falar com as pessoas idosas, ouvi-las, observá-las, aprender delas, consultá-las, respeitá-las, e sobretudo considerá-las membros e membras produtivos da nossa sociedade", pondera o professor Ivan Miguel.
Confira abaixo uma galeria de fotos com atividades recreativas e físicas realizadas pelo Núcleo Universitário da Terceira Idade.
Mais informações sobre o trabalho do Nuti podem ser consultadas nas páginas do Facebook e do Instagram e através do telefone (53) 3237-3601 (pós-14h).