O Comitê Gaúcho ElesPorElas, da ONU Mulheres, lança em diversas regiões do Rio Grande do Sul a campanha “Máscara Roxa”. O lançamento será realizado de forma virtual, neste link, na próxima quinta-feira, 9, às 10h30.
Em Porto Alegre, comitiva do CIEX participa de evento do Comitê Científico do Plano Rio Grande
Em reunião realizada no Oceantec, Grande Pacto aprova projetos para impulsionar desenvolvimento em Rio Grande
Projeto Água que nos Movimenta inicia atividades
A proposta do lançamento regional é ampliar o número de farmácias participantes e divulgar o máximo possível essa ferramenta para as mulheres.
Sobre a campanha
Lançada no dia 10 de junho no estado, a Campanha Máscara Roxa permite que mulheres vítimas de violência doméstica façam denúncias em farmácias. Uma semana após o lançamento, ultrapassou o dobro do número inicial de farmácias com adesão. A campanha começou com 600 farmácias, e já são 1.314 unidades de quatro redes envolvidas.
Todas as farmácias com adesão estão com o selo “Farmácia Amiga das Mulheres”, que serve para que as vítimas as identifiquem. Os atendentes receberam capacitação online para o procedimento e para garantir a segurança da vítima. Ao chegar na farmácia a mulher deve pedir a máscara roxa, que é a senha para que o atendente saiba que se trata de um pedido de ajuda. O profissional dirá que o produto está em falta e pegará alguns dados para avisá-la quando chegar. Após, o atendente da farmácia passará à Polícia Civil as informações coletadas, via WhatsApp, para que o órgão tome as medidas necessárias.
Edegar Pretto, coordenador do Comitê Gaúcho e da campanha, lembra que qualquer farmácia pode aderir. Segundo ele, o objetivo é envolver também aquelas que não fazem parte de grandes redes, mas que estão em cidades menores. Os interessados podem entrar em contato com o Comitê pelo telefone (51) 99199-3641 ou pelo e-mail comite.gaucho.elesporelas@gmail.com.
A campanha foi motivada pelo aumento de casos de feminicídios no estado durante o período de isolamento, decorrente da pandemia do coronavírus. Ao todo, 16 mulheres foram assassinadas por questões de gênero nos meses de abril e maio, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Somente em abril, o aumento foi de 66,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.