Nesta última terça-feira, 27, os reitores das Instituições de Ensino Superior Federais (Ifes) participaram de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, convocada pelo presidente Lula para tratar do grave cenário orçamentário que ameaça o funcionamento das universidades brasileiras. “Embora os anúncios sejam positivos, eles ainda são insuficientes para resolver a situação da FURG. Seguimos na busca da suplementação do orçamento”, destaca a reitora Suzane Gonçalves, que participou do encontro. O presidente não se fez presente por motivos de saúde.
Prograd promove primeira edição do Comgrad em 2026
Instituto de Oceanografia oferta disciplinas online na temática socioambiental
Grupo de Pesquisa em Economia Azul da FURG recebe o Prêmio ANTAQ 2025
Outro anúncio foi sobre o limite anual de orçamento dos institutos e universidades federais que, a partir de junho, voltará a ser de um doze avos (1/12), em vez da medida adotada em março, que restringia o uso do orçamento a 1/18 do total previsto para o ano na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.
Durante o ato, estiveram presentes também os ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, ao lado da presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Ana Paula Giraux; e do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Daniel Diniz Melo.
De acordo com Suzane, a presença em peso dos ministros e o pacote anunciado demonstram a sensibilidade do Governo Federal diante da grave situação financeira das universidades brasileiras, e, embora seja um passo importante, ainda não é suficiente para que a FURG deixe de adotar medidas restritivas para a contenção de despesas. “As universidades federais vêm operando no limite, comprometendo atividades essenciais de ensino, pesquisa, extensão e manutenção; isso é um acúmulo de quase dez anos, que impacta severamente nossas capacidades estruturais e operacionais”, explica a reitora.
Ainda segundo Suzane, os ministros, em suas falas, se comprometeram a buscar alternativas para a suplementação do orçamento, com correção para a inflação e considerando o real tamanho das instituições de ensino superior do país. “Seguimos abertos ao diálogo, confiando que esse é apenas o primeiro de outros passos necessários na reconstrução da educação pública federal”, completa a gestora.