CULTURA

Mulheres foram destaque no palco da Quinta Cultural

Evento reuniu no auditório do Cidec, no dia 18, integrantes femininas das bandas Mvsgo e Karmoniak junto ao quarteto Rota Celeste, que encerrou a noite

Foto: Foto: Fernando Halal/DAC

A presença feminina chamou a atenção do público na última edição da Quinta Cultural, evento que vem ganhando peso na grade de cultura e extensão da FURG.

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A apresentação da banda Rota Celeste, dos irmãos Atkinson, contou com a prévia das bandas Mvsgo e Karmoniak, ambas com musicistas mulheres de muito talento em suas formações. Os instrumentos de corda da Karmoniak, que abriu a noite estabelecendo o clima soturno no palco, ficaram a cargo da guitarrista Joice Bittencourt e da baixista Laura Laco. Já o doom metal da Mvsgo foi liderado pela voz potente da vocalista Kamilla Queiroz.

Em seguida, a Rota Celeste apresentou canções do álbum Há de Ser, lançado no ano passado, mostrando ao público a sua mistura de progressivo e hard rock com pitadas de música regional brasileira.

A Quinta Cultural ampliou a sua programação e, dessa vez, incluiu atrações como uma feira multicultural com brechó, discos de vinil, livros, fanzines e artesanato no saguão do Cidec.

O evento contou com o apoio do Dark Cave Estúdio.

Ativismo negro
A DAC e a Secretaria de Ações Afirmativas, Inclusão e Diversidades (Secaid) também levaram ao Cidec a abertura da exposição “Palmares Vive!”. A atividade contou com a presença da reitora Suzane Gonçalves, da pró-reitora de Extensão e Cultura, Débora Amaral, da técnica em Assuntos Educacionais da Secretaria de Ações Afirmativas, Inclusão e Diversidades (Secaid), Elina Oliveira, e da secretária municipal de Cultura, Rita Patta Rache, entre outras autoridades.

O projeto itinerante do Museu Antropológico (Musa), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), tematiza sobre histórias, pertencimentos, territorialidades, lutas e resistências negras no Rio Grande do Sul. São fotografias, imagens e textos sobre as comunidades quilombolas, rurais e urbanas, clubes sociais negros e movimentos de arte negra periférica e urbana. É contada a história dos ativismos negros, desde o final do século 19, além da contribuição das lideranças na instituição do 20 de novembro como data da Consciência Negra.

O Ponto de Cultura Instituto Filhos de Araunda também foi convidado a fazer uma apresentação especial. Mais cedo no mesmo dia, a equipe do Musa realizou uma oficina de educação museal e monitoria voltada a educadores sociais, professores e alunos.