Começou nesta segunda-feira, 28, o 3º Espraiar do Cartum Gaúcho, que traz ao Cassino cartunistas do Rio Grande do Sul e do Uruguai até quarta, 30. O ponto de encontro dos artistas é a banca Usina das Artes. O Espaço Literário tratou de literatura e resistência em duas atividades que reuniram público expressivo: o sarau Todas as vozes, do grupo Sociedade dos Poetas Papareias, e o Encontro com a Escritora Natalia Borges Polesso. Na Rua das Crianças, o destaque foi a atividade Pequenos Grandes Contadores de Histórias em: Histórias de bebês, com estudantes da escola municipal de educação infantil Débora Thomé Sayão. A Arena Cultural recebeu apresentações de dança de estudantes da Associação Cultural Rio Grande em Ação e escola municipal de educação infantil Ney Amado Costa.
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Mediada pelo professor Mauro Póvoas, do Instituto de Letras e Artes da FURG (ILA), a conversa com a escritora Natalia Borges Polesso atraiu especialmente a atenção de escritores, estudantes, docentes e pesquisadores da área de Letras. O papo abordou a imensa repercussão que a publicação de um trecho do conto “Vó, a senhora é lésbica” em questão da prova do Enem deste ano causou. Sobre a visibilidade repentina da obra Amora (2016), Natalia considera que os prêmios em geral são uma supervitrine, contudo, “nada, nada se compara ao Enem. O Jabuti não se compara ao Enem. Porque com o Enem são 5 milhões de leitores que lêem um trecho, mas são 5 milhões de pessoas que estão ali lendo o teu texto”, disse.
Natalia contou como se deu sua caminhada com a escrita, falou a respeito do que tem lido - chamou atenção para a produção latino-americana contemporânea, e das conexões de sua obra com a resistência LGBTI. Autora de Recortes para álbum de fotografia sem gente (2013), vencedor do Prêmio Açorianos na categoria contos daquele ano; Coração à corda (2015), Amora (2015), vencedor do Prêmio Jabuti em 2016, e Pé atrás (2018), Natalia Borges Polesso, que tem seu trabalho traduzido para o inglês e o espanhol e publicado em diversos países, deve lançar novo romance em julho.
Na sessão coletiva de autógrafos, Maria Islair Duarte Lages mostrou o livro Mesclas de sentimentos, Leonardo Dorneles Gonçalves falou de Trabalho e Educação: interlocuções marxistas, e Leonardo Bulcão apresentou o disco Solo Lunar.
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A Arena Cultural recebe, nesta terça, 29, o bate-papo com cartunistas Humor e Liberdade, às 18h30. Às 22h, tem o show “Dobrando a esquina”, com Gilberto Oliveira Trio. O lançamento do Centro de Memória LGBTI João Antônio Mascarenhas e fotobiografia “Quando ousamos existir – itinerários fotobiográficos do movimento LGBTI do Brasil (1978-2018) é às 19h, no Espaço Literário. A conversa com o autor e as sessões de autógrafos começam às 21h. O destaque da Rua das Crianças, que tem atividade de hora em hora a partir das 19h, é a apresentação de “Papelito em busca da boa leitura”, com Sérgio Rosa.