Foram duas noites que reproduziram o clima dos grandes festivais de música das décadas de 1960 e 70. A aguardada volta do Musiurg não decepcionou o público do Cidec-Sul, que compareceu em peso na quarta-feira, 4, e quinta, 5, para conferir a diversidade de atrações da programação.
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Dividido em duas categorias, sendo uma por noite, o Festival Universitário de Música do Rio Grande consagrou vozes femininas nesta sexta edição. A cantora e compositora Sá Biá levou o prêmio de Melhor Canção/Música na categoria livre, por "A Canção de Todo o Silêncio", apresentada na quarta-feira, 4. Ainda nesta categoria, foram premiados a Melhor Letra, com "Eu Sei (Não Sou um Anjo)", defendida no palco por Matheus Perazo & 808 Luke, e o Melhor Arranjo para "Essa é Pra Você", na apresentação de Nadir do Cavaquinho e Grupo Choro Nosso.
Esta primeira noite contou ainda com performances de Ricardo Cordeiro e das bandas The Experience Nebula Room e MaréSom. A cantora e compositora Paola Kirst encerrou o espetáculo trazendo um repertório que arrebatou a plateia, com canções do álbum de estreia Costuras Que Me Bordam Marcas na Pele (2018) e do recém-lançado Redoma (2024).
A segunda etapa, na quinta-feira, foi dedicada à categoria temática, voltada ao tema do meio ambiente. O grande prêmio da noite foi dado à música vencedora "Dos Rios às Correntezas", interpretada com muita emoção pelo duo Echo Orbit, formado por Cissa Laval (voz) e Suzielli Martins (voz e violão). "Canto Cerrado", de autoria de André Luis Ferreira Barbosa e interpretada pelo grupo Sonido Tropical, foi eleita a Melhor Letra. O Melhor Arranjo foi para "Canto de Mãe Preta", música composta por Michael César Silva dos Santos e interpretada por Maikão Mel.
O público ainda pôde conferir uma canção da banda GRIT, e Sá Biá e a Experience Nebula Room retornaram ao palco trazendo outras músicas classificadas nessa categoria. O cantor e compositor Guilherme Curi fez o show de encerramento, apresentando canções de seus discos Mar Revolto (2024) e Samba Colours (2012).
O Coral Universitário da FURG e o artista Mauro Sá fizeram os shows de abertura. A programação do evento teve ainda oficinas com Aruna Cruz ("Diálogos e Experiências Entre Som e Imagem no Portfólio de Artistas e Projetos Culturais") e Mari Newald ("Na Trilha do Fazer Arte - Um Papo Sobre Carreira e Produção Cultural"), e ainda rodas de conversa sobre carreira artística e produção musical, além de um bate-papo que relembrou as memórias do festival. Sérgio Carvalho Pereira, Eduardo Pereira, Celino Leite, Miguel Isoldi e Raquel Luviel foram alguns dos participantes das primeiras edições do festival que estiveram presentes na roda de conversa.
"Foram dois dias inteiros lindos", resumiu o pró-reitor de Extensão e Cultura, Daniel Prado. "Retomar o Musiurg, 40 anos depois, prova que a cidade do Rio Grande e toda a região são um berço de compositores, músicos e instrumentistas. Há muita demanda de produção artística e cultural, e temos esse compromisso de incentivar sempre a formação de novos espaços", completou Prado.
Técnico-Administrativo em Educação lotado na DAC/Proexc e responsável pela gestão cultural do evento, Roberto Souza agradece a participação de todas as equipes que atuaram no festival - Secom, Cidec-Sul, Proexc - e também aos veículos de imprensa e a todos os artistas que enviaram material para o 6º Musiurg.