Direitos Humanos

FURG participa de conferência internacional com atividade sobre autodefesa antifascista

Oficina propõe práticas de proteção coletiva, solidariedade e resistência em tempos de intolerância

A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) estará presente na 1ª Conferência Internacional Antifascista com a atividade autogestionada “Autodefesa: por uma arte marcial antifascista”. A ação ocorre no dia 28 de março, às 14h, na Sala Branca do Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em Porto Alegre.

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A atividade será ministrada pelo professor Fábio Dal Molin, vinculado ao Instituto de Ciências Humanas e da Informação (ICHI) da FURG e ao campus de Santo Antônio da Patrulha. Além da atuação acadêmica, o docente é professor de artes marciais e defesa pessoal, e coordena o projeto de extensão “Corpo, ética, autodefesa: uma filosofia da resistência”.

A proposta da oficina parte da reflexão sobre o contexto atual de aumento da intolerância e das ameaças à liberdade, destacando a autodefesa como uma ferramenta importante, especialmente para grupos vulneráveis e movimentos sociais. A chamada “arte marcial antifascista” apresentada na atividade vai além do combate físico, sendo compreendida como um conjunto de práticas voltadas à proteção coletiva, à solidariedade e à organização comunitária.

A formação inclui não apenas técnicas de defesa pessoal, mas também estratégias de cuidado mútuo, comunicação e prevenção de conflitos. O objetivo é preparar indivíduos e coletivos para lidar com situações de violência política, discriminação e assédio, sem reproduzir práticas opressoras.

A iniciativa também enfatiza valores como inclusão, respeito às diferenças e compromisso com os direitos humanos. Nesse sentido, a arte marcial antifascista se apresenta como uma ferramenta de fortalecimento social, contribuindo para a construção de espaços mais seguros e para o desenvolvimento de uma cultura de resistência ativa e não violenta.

A participação da FURG na conferência reforça o papel da universidade na promoção de debates contemporâneos e na articulação entre conhecimento acadêmico e práticas sociais voltadas à transformação e à justiça social.

 

 

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