EXTENSÃO

Estudantes da FURG promovem Trilha Sensorial com PANCs

Ação ocorreu na Feira Livre de São Lourenço do Sul

Estudantes do curso de Agroecologia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Campus São Lourenço do Sul, promoveram a Trilha Sensorial com Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) durante a Feira Livre de São Lourenço do Sul. O objetivo foi aproximar o público das espécies de PANC, despertando curiosidade e incentivando o conhecimento sobre a biodiversidade alimentícia presente na região.

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A proposta envolveu a experimentação de três sentidos: tato, olfato e paladar, por meio de estações organizadas pelos estudantes. Em cada mesa, os visitantes eram convidados a descobrir diferentes plantas manipulando, cheirando ou degustando os materiais apresentados.

Promoveram a atividade os estudantes Francisco Conegundes de Souza Leandro (8º semestre); Júlia Lolis (10º semestre) e Daniela Nunes Krack (4º semestre), junto à professora Jaqueline Durigon. A atividade ocorreu no dia 6 de dezembro e integra a carga horária de extensão da disciplina Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc), ministrada pela professora.


Sobre os testes

Entre as espécies escolhidas na etapa do tato, estavam o peixinho-da-horta (Stachys byzantina), a primavera (Bougainvillea spp.), o cará-do-ar (Dioscorea bulbifera) e a bertalha-coração (Anredera cordifolia). O peixinho-da-horta foi a planta mais facilmente reconhecida pelo toque. A primavera, embora amplamente conhecida, de acordo com os estudantes, pelo seu uso ornamental, foi a menos identificada quando o desafio envolvia relacioná-la às PANC.

Na estação do paladar, foram apresentadas a amora silvestre (Rubus fruticosus L.) em forma de geleia e a azedinha (Rumex acetosa.) em forma de suco verde, que chamou muito a atenção, principalmente das crianças. Segundo os estudantes, as crianças demonstraram grande conhecimento quanto à hortaliça na tentativa de adivinhar as PANC envolvidas nos preparos. Além da grande aceitação pelas crianças, os estudantes destacam que a aceitação do público em geral rendeu uma manhã de diversão e conhecimento para todos.

 

O teste de olfato apresentou ao público três espécies aromáticas: o açafrão-da-terra (Curcuma longa), a erva-baleeira (Varronia curassavica) e o shissô (Perilla frutescens). As espécies foram armazenadas em recipientes plásticos com furos e envolvidos em fita isolante. Desta forma, as pessoas podiam cheirar o conteúdo dos recipientes, sem enxergar o que havia dentro, e tentar adivinhar as plantas apenas pelo olfato. O açafrão-da-terra e a erva-baleeira foram reconhecidas pela maioria do público e shissô, por apenas uma pessoa.

Para os estudantes, esses resultados provavelmente ocorreram em função do contexto local, em que o açafrão-da-terra é comercializado semanalmente na própria feira e a erva-baleeira é nativa e muito tradicional no território, fazendo parte muitas vezes das memórias de infância das pessoas. Já o shissô é uma espécie exótica recentemente introduzida comercialmente por um dos agricultores na feira. Os estudantes acreditam que a atividade realizada foi provavelmente o primeiro contato da maior parte do público com a planta e seu aroma marcante.


Avaliação do evento

Para os estudantes envolvidos, a Trilha Sensorial cumpriu o propósito de aproximar as PANC do público da feira, com participação expressiva e visitantes demonstrando curiosidade, entusiasmo e disposição para encarar os desafios sensoriais propostos.

O grupo considera que a interação fortaleceu o vínculo entre comunidade e a feira, valorizando saberes tradicionais e ampliando a percepção sobre a biodiversidade presente no território. O grupo avalia que o resultado reafirma a importância de ações extensionistas como essa, que estimulam o reconhecimento das PANC, promovem a autonomia alimentar e fortalecem a relação das pessoas com os alimentos que fazem parte de sua história e cultura.

 

Galeria

Trilha Sensorial ocorreu durante a Feira Livre

Acervo pessoal

Assunto: Eventos