O Serviço de Psicologia Escolar da Universidade Federal do Rio Grande, em conjunto com a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae/FURG) e a Coordenação de Bem Viver Universitário (CBVU), promove o projeto Pausa no Lattes, voltado a estudantes dos Programas de Pós-graduação da FURG. O objetivo é oferecer espaços de escuta, acolhimento, cuidado, integração e suporte emocional em grupo, com encontros presenciais na unidade Carreiros.
O projeto faz parte do Conecta Férias FURG, iniciativa voltada à promoção da saúde integral e ao fortalecimento de vínculos comunitários para promover cuidado e acolhimento aos estudantes durante as férias de verão.
As inscrições para o projeto devem ser feitas via Formulário Google, no qual o(a) estudante poderá selecionar o melhor dia e horário para os encontros, bem como realizar sugestão de temas. As temáticas dos encontros serão construídas a partir das demandas identificadas pelo formulário e por escuta ativa. A intenção é garantir que as temáticas dialoguem com as experiências singulares dos estudantes de pós-graduação, muitos dos quais seguem desenvolvendo pesquisas e demais atividades acadêmicas mesmo durante as férias.
Os encontros ocorrerão entre os meses de janeiro a março, em dia, horário e periodicidade escolhidos pela maioria dos participantes. O formulário de inscrição está disponível AQUI.
Sobre os encontros
Os encontros terão um compromisso com o sigilo e a confidencialidade, pilares éticos que garantem a segurança necessária para a livre expressão. O projeto assegura um local de neutralidade, onde o que é compartilhado permanece restrito ao grupo, compreendendo que o ambiente acadêmico pode ser permeado por relações de poder e avaliações constantes. Essa preservação ética visa a construir um território de confiança mútua, livre de julgamentos ou repercussões institucionais, permitindo que os estudantes se sintam seguros para expor suas vulnerabilidades, tendo a sua privacidade e integridade emocional respeitadas.
De acordo com os promotores do projeto, grupos de escuta e acolhimento tornam-se uma estratégia vital de cuidado coletivo, considerando que a trajetória na pós-graduação é frequentemente atravessada por uma cultura de produtividade e pode ser exaustiva. O grupo pontua que podem emergir vulnerabilidades que afetam não apenas o desempenho acadêmico, mas a saúde mental e o sentido de pertencimento desses estudantes, entre prazos rígidos e o isolamento inerente ao fazer científico.
O grupo destaca que os espaços de escuta permitem que a angústia individual seja compartilhada e ressignificada, rompendo com a lógica da solidão produtiva. Desta forma, dá-se lugar a uma rede de suporte emocional que reconhece o estudante para além de seu currículo, validando suas experiências e fortalecendo o bem-viver no contexto universitário.