Começa o 30º Seurs no Cidec-Sul

Mais antigo evento sistematizado da área de extensão é sediado na FURG

Cerca de 1.200 professores, técnicos e estudantes de instituições de ensino superior dos estados do RS, SC e PR participam do 30º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul - Extensão, Memória e Patrimônio (Seurs), na Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Até a quarta-feira, 5, 23 instituições de ensino superior apresentarão seus projetos e programas de extensão em estandes e comunicações orais. A programação inclui 53 oficinas, 18 minicursos, exposições, concurso fotográfico e roteiros culturais.

As delegações foram recepcionadas na manhã desta segunda-feira, 3, no Cidec-Sul, Campus Carreiros da FURG. No saguão de entrada, música e café da manhã promoveram a integração dos grupos. Durante a solenidade de abertura oficial, a pró-reitora de Extensão e Cultura da FURG, Rita Patta Rache, acolheu os participantes, citando Eduardo Galeano. A extensão é carregada de um desejo infinito de ser múltipla, de revelar aquilo que somos e contribuir para que a gente se construa como é, se construa como instituição de ensino superior, afirmou.

O papel do Seurs como grande fórum de discussão sobre as ações de extensão universitária realizadas no sul do país ficou marcado durante a solenidade. A presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão Sandra de Deus, pró-reitora de Extensão da UFRSG, destacou o simbolismo do evento chegar a 30 edições e lamentou que, passado todo esse tempo de discussões e luta pelo crescimento da área, a extensão ainda não integre a matriz orçamentária de muitas universidades brasileiras. Se faz extensão sem ensino e sem pesquisa, mas não se faz nem ensino, nem pesquisa sem extensão universitária, afirmou. Para ela, toda Universidade que sedia um Seurs se transforma. O evento é uma experiência de solidariedade, troca de conhecimento, mas de grande aprendizado.

De acordo com o diretor de extensão da FURG, André Lemes, a troca de experiências foi facilitada na programação, com a distribuição de diferentes universidades nas salas das sessões de comunicação oral. Para que, nos debates, a contribuição das ações de cada um fortaleça a dos outros.

A coordenadora do Fórum de Pró-Reitores de Extensão - Regional Sul, Gisele Quimelle, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual de Ponta Grossa, lembrou o crescimento das ações de extensão ao falar sobre o início dos encontros, na década de 80, e citar como exemplo a quarta edição, realizada em Ponta Grossa, com 44 participantes, sendo mais da metade da própria cidade. Hoje estamos aqui com delegações, enfatizou. Para garantir a continuidade do crescimento, a coordenadora regional reforçou a necessidade dos gestores de extensão terem vinculação com a área. Caso contrário, não avançaremos nunca, porque sempre começaremos de novo, de novo e de novo.

Representando o reitor da FURG na solenidade, o vice-reitor Ernesto Luiz Casares Pinto, ressaltou o orgulho da Instituição em sediar o evento e o clima de comprometimento observado entre os participantes. O gestor fez questão de divulgar que a extensão está presente na distribuição orçamentária interna. Investimento e empenho de toda comunidade universitária que representou um salto de 450 projetos e programas de extensão em 2011 para 760 em 2012. Como universidade pública, somos essencialmente sociais, é para isso que nós existimos, para trazer benefícios, melhorar a qualidade de vida da sociedade e a extensão tem esse papel.

Estandes

Na ala norte do Cidec-Sul, inúmeros estandes foram montados para apresentar o trabalho das instituições públicas de ensino superior. A FURG, por exemplo, apresenta o trabalho do Núcleo de Desenvolvimento Social e Econômico (Nudese), o Oceanário Brasil e a Livraria, entre outros.

A enfermeira da URFGS, Gema Conte Piccinini, diz que eventos como esse possibilitam que projetos desenvolvidos pelas instituições sejam apresentados. O que ela está envolvida é o Programa Ilhas do Conhecimento, que abrange varas áreas na Ilha da Pintada em Porto Alegre.

Com a população da ilha, as pessoas que trabalham no projeto ouvem os mais antigos e repassam as informações às crianças destacando a importância do local, desde a sua história até ervas medicinais que servem para tratar da saúde das pessoas e são ignoradas por muitos por causa do avanço tecnológico e busca por atendimento no posto de saúde.

 

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Projeto da UFRGS é apresentado

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