Exposição Somos Muitos

O artista visual e professor do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande FURG, Marcelo Gobatto juntamente com Luciana Mena Barreto, abre exposição na Galeria JM. Moraes (Ágape - Espaço de Arte) em Pelotas a partir do dia 15 de agosto, às 19h. A visitação pode ser feita até o dia 8 de setembro, de segunda à sexta, das 9h às 12h - 14 às 19hs e sábados das 10h às 14h.

Sobre a exposição Na exposição Somos Muitos, os múltiplos papéis individuais e coletivos que expressam esses enfrentamentos diários no jogo social são temas de fotografias, vídeos e instalações.

O projeto, exibido pela primeira vez em junho deste ano no Museu de Arte de Santa Maria, foi selecionado pelo Edital do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secretaria de Cultura do Pará e será exibido na Galeria Fidanza - Museu de Arte Sacra, em Belém no mês de fevereiro de 2013.

Na obra de Marcelo Gobatto a alteridade se apresenta a partir da investigação sobre o tempo, que se inicia no ano 2000 quando realizou a instalação Já não há mais tempo. Em "Incompossibilidades" (vídeo, 2002-2012), problematiza a experiência do tempo e o movimento, a partir da performance. O vídeo "Dia" (2012) tem como mote o cotidiano e é montado com procedimentos característicos da edição fotográfica tradicional. De sua produção recente apresenta a série de fotografias Identicus (2011-2012), realizada com a apropriação de mug shots (retratos usados para identificação policial desde o século 19 - geralmente feitos de frente e perfil) encontrados na web. Marcello (2012) é um tríptico fotográfico que mistura autorretratos e imagens que remetem ao álbum de família e stills do cinema. Já em "Caminho de Dante" (2012), dialoga com o neo-pictorialismo de maneira bem humorada.

A produção fotográfica da artista Luciana Mena Barreto está centrada nas possibilidades formais e expressivas do retrato e autorretrato, fixando-se na problemática da identidade e da alteridade. Acredita que o rosto particulariza a identidade na fotografia, e vai ao caminho inverso ao retratar seu corpo acéfalo para situá-lo no território da indefinição. Na série "Acéfalos" (2010-2011), composta pelas obras "Anima", "Animus", "Sem Título" e "Personas", a artista apresenta autorretratos em situações-limite e ao mesmo tempo cotidianas. Em "Branco" (2010) dialoga com a fotografia surrealista e a questão do informe. No trípitico "Tijolo" (2010) apresenta um olhar que desconstrói o retrato que se crê capaz de revelar a identidade única do sujeito. No díptico "Sofisma" (2012) seu rosto é borrado e a fotografia se torna indiscernível como tal.

 

Galería

Da série

Da série "Identicus" de Marcelo Gobatto

Sujeto: Arquivo